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Depois de o ver vivo, perante meus olhos, deixo-o coagular, para depois o retirar, arrepanhando a minha pele - ainda de criança, imortal, pois nunca chegará a ser mudada e o saberão quando reverem as horas e não encontrarem mais palavras minhas entre os ares e as linhas -, para o deixar cair sobre a brancura da texturada partícula branca que pousada está no seu suporte. Lá poderia escrever, mas, entretenho-me, antes, a ver a minha seca vida a dançar.
Escarlate sobre branco.
O sujo sobre a pureza.
E como poderei eu sentir o seu cheiro, pairando, quando não sou eu que o tenho como sede?
Questões de realidades ilimitadas pelos olhos de quem as pensa limitadas sabendo-as infinitas.
Continuarás a acreditar só no que julgas real?
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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Alberto Caeiro, a Vinte e Oito de Outubro
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Sinto o peito acelerado,
Enquanto aposto no pé ritmado.
Deixo-me estar quieto no mesmo lugar,
Mas a agitação não passa do meu ar.
Diz ele não pensar,
Assim como diz outrem sem os seus conhecimentos arrecadar.
Mas bem eu sei que o faz, no seu íntimo, repugnando-se de seguida
E, debruçando-se sobre a sua memória selectiva.
Tentando acreditar no que a sua própria voz lhe diz,
Acaba por apagar o que nunca quis.
"Apenas sinto,
Enquanto o pensamento repousa num jazigo."
Mas cá vejo eu, o seu corpo desnudo
No meio do escuro.
Na natureza, rodeado pelo arvoredo,
Cujas sombras se debatem sobre seus ombros
Demonstrando-lhe o medo.
Assombrado pelos supostos defuntos.
Enquanto aposto no pé ritmado.
Deixo-me estar quieto no mesmo lugar,
Mas a agitação não passa do meu ar.
Diz ele não pensar,
Assim como diz outrem sem os seus conhecimentos arrecadar.
Mas bem eu sei que o faz, no seu íntimo, repugnando-se de seguida
E, debruçando-se sobre a sua memória selectiva.
Tentando acreditar no que a sua própria voz lhe diz,
Acaba por apagar o que nunca quis.
"Apenas sinto,
Enquanto o pensamento repousa num jazigo."
Mas cá vejo eu, o seu corpo desnudo
No meio do escuro.
Na natureza, rodeado pelo arvoredo,
Cujas sombras se debatem sobre seus ombros
Demonstrando-lhe o medo.
Assombrado pelos supostos defuntos.
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quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Acho...
Acho que vou fazer um outro blog, para fazer de diário, que tal? Era uma óptima maneira de, durante as aulas de mutimédia me entreter, e de...não intoxicar este blog com todos estes tédios (apesar de ele ser todo feito de tédios) . Além de que, assim me recordaria do que terei de escrever no Pseudo-Livro "Um Ano Em Que Nada Se Passou - segunda fase".
As informalidades do tédio e da necessidade de memória que se teme perder
Estou, mais uma vez, na minha aula de multimédia. Estou completamente atrasada em relação a todos os meus colegas. Não bastava já, ter chegado duas semanas atrasada à escola (pela permanente indecisão a vaguear entre a Escola Secundária Artística António Arroio e a Escola Secundária do Banal Forte da Casa), como tinha, também o computador portátil de resolver morrer. E, agora que já foi ressuscitado, ainda não foi recuperado pelo dinheiro do meu padrasto e da minha mãe estar sempre a ser misteriosamente devorado por algo que não se vê muito nítidamente.
Temos um blog onde a professora da disciplina nos pede para metermos os trabalhos realizados. Acho que não será necessário mencionar que o meu blog apenas está feito, e que nada de trabalhos lá contém. Aliás, só lá está a imagem de apresentação do blog e ponto final.
Espero poder actualizá-lo em breve.
Agora, estou apenas a escrever aqui, enquanto oiço as músicas das bandas "Whitesnake", "Aerosmith", "Guns n' Roses", "AC/DC", "Sex Pistols", "The Ramones", "The Rolling Stones", "The Beatles". Isto para escolher qual das bandas há-de ser escolhida primeiramente, para depois escolher um dos seus álbuns para, finalmente, poder realizar uma capa e contra-capa. Ainda pensei em escolher "Jeff Buckley" ou "Ornatos Violeta", mas depois desisti da ideia. Sou tão perfeccionista, exigente e indecisa que já estou a imaginar a minha nota neste trabalho - de zero a vinte, terei um zero. Isto porque, no meio de tantas ideias para tantos ábuns, acho que não vou conseguir realizar nenhum a tempo. Isto de gostar de tanta coisa...
Mais valia fazer uma colectânea de todas estas bandas.
Temos um blog onde a professora da disciplina nos pede para metermos os trabalhos realizados. Acho que não será necessário mencionar que o meu blog apenas está feito, e que nada de trabalhos lá contém. Aliás, só lá está a imagem de apresentação do blog e ponto final.
Espero poder actualizá-lo em breve.
Agora, estou apenas a escrever aqui, enquanto oiço as músicas das bandas "Whitesnake", "Aerosmith", "Guns n' Roses", "AC/DC", "Sex Pistols", "The Ramones", "The Rolling Stones", "The Beatles". Isto para escolher qual das bandas há-de ser escolhida primeiramente, para depois escolher um dos seus álbuns para, finalmente, poder realizar uma capa e contra-capa. Ainda pensei em escolher "Jeff Buckley" ou "Ornatos Violeta", mas depois desisti da ideia. Sou tão perfeccionista, exigente e indecisa que já estou a imaginar a minha nota neste trabalho - de zero a vinte, terei um zero. Isto porque, no meio de tantas ideias para tantos ábuns, acho que não vou conseguir realizar nenhum a tempo. Isto de gostar de tanta coisa...
Mais valia fazer uma colectânea de todas estas bandas.
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Uma entrada como Diário
01-10-2009 / Quinta-feira
O meu diário está mesmo ao meu lado. Mas, com a minha grande mania da perfeição, obviamente que não vou continuar a escrever nele, já que o que escrevi anteriormente me desiludiu tanto que me faz chegar ao ponto da repugnação. A minha memória sempre considerada de maior definição acabou por falhar, a caneta. Como se não bastasse para eu largar das mãos algo que me foi dificilmente dado, achei que os cadeados são um bem maior, trancando-nos entre íntimas folhas pautadas. Haveria de usar a chave, devidamente delineada com os seus mais ínfimos pormenores de floreados labirínticos antigos, ao pescoço; sem deixar que alguém se aproximasse da minha maior posse - eu própria.
O meu diário está mesmo ao meu lado. Mas, com a minha grande mania da perfeição, obviamente que não vou continuar a escrever nele, já que o que escrevi anteriormente me desiludiu tanto que me faz chegar ao ponto da repugnação. A minha memória sempre considerada de maior definição acabou por falhar, a caneta. Como se não bastasse para eu largar das mãos algo que me foi dificilmente dado, achei que os cadeados são um bem maior, trancando-nos entre íntimas folhas pautadas. Haveria de usar a chave, devidamente delineada com os seus mais ínfimos pormenores de floreados labirínticos antigos, ao pescoço; sem deixar que alguém se aproximasse da minha maior posse - eu própria.
quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Deixa (me)
Deixa-me em paz sem me deixares para trás.
Deixa-me para trás sem me deixares em paz.
Deixa-me onde estou sem caminhares para onde nunca estive.
Mas caminha para longe de mim, porque perto de mim a morte do descanso é iminente.
Deixa-me gritar e, deixa-me pensar que num acto de desprezo te mato lentamente.
Deixa os teus olhos caírem para o meus fulminarem na tua direcção, a pensarem na derrota.
A pensarem no fim da rota, esperam eles a resposta.
Que finge a mente do ser quente receber do longínquo receptor da ira personificada.
Encarnada é esta pelo mistério do ser não pensante.
Pensa-se ser momentaneamente, mas está de mente e corpo vazio perpétuamente.
Segurando o suporte transparente de vinho na mão direita,
Finge-se cambalear num embebedamento ilusório.
Deixa as palavras saírem sem propósito claro
Deixa as palavras saírem com propósito sóbrio
De magoar quem não reprime as palavras
"gosto de ti"
Tu di-las
Di-las reprimidas, actuando sob o fingimento que tanto ofereces
Corroendo a tua própria pele no que dizes sem sentir
Ou dizes sentindo dentro do núcleo das lâminas de uma camuflagem encrostada.
Pára pelo caminho oposto e deixa-me de olho posto
Sentir os olhos nem fechados nem abertos
Num gesto de pálpebra dorida
De retina ferida
Pela tão masoquista imagem nela retida.
Gravar a imagem para conservar a dor uma vez tida
Que mais tarde há-de não ser sentida
Pelo tudo se transformar no nada
A insignificância há-de ser desenterrada
Com o pensamento negativo
Denominado de não pensamento
Mas apenas de acto intuitivo
Envenenas o teu próprio sangue
Falando com o eco da tua voz
Dentro das tuas paredes erguidas
Que do inocente nada existente
Se virá destapar o tudo nada coerente
Convencendo as tuas mãos em agarrar o teu corpo
Hesitante perante o abandono que tanto preferes
Pois foi da tua sina sempre debilmente acreditar
Deixando as tuas dúvidas escapar.
Deixa-o voltar atrás...
E, aí, ficarás em paz.
Deixa-me para trás sem me deixares em paz.
Deixa-me onde estou sem caminhares para onde nunca estive.
Mas caminha para longe de mim, porque perto de mim a morte do descanso é iminente.
Deixa-me gritar e, deixa-me pensar que num acto de desprezo te mato lentamente.
Deixa os teus olhos caírem para o meus fulminarem na tua direcção, a pensarem na derrota.
A pensarem no fim da rota, esperam eles a resposta.
Que finge a mente do ser quente receber do longínquo receptor da ira personificada.
Encarnada é esta pelo mistério do ser não pensante.
Pensa-se ser momentaneamente, mas está de mente e corpo vazio perpétuamente.
Segurando o suporte transparente de vinho na mão direita,
Finge-se cambalear num embebedamento ilusório.
Deixa as palavras saírem sem propósito claro
Deixa as palavras saírem com propósito sóbrio
De magoar quem não reprime as palavras
"gosto de ti"
Tu di-las
Di-las reprimidas, actuando sob o fingimento que tanto ofereces
Corroendo a tua própria pele no que dizes sem sentir
Ou dizes sentindo dentro do núcleo das lâminas de uma camuflagem encrostada.
Pára pelo caminho oposto e deixa-me de olho posto
Sentir os olhos nem fechados nem abertos
Num gesto de pálpebra dorida
De retina ferida
Pela tão masoquista imagem nela retida.
Gravar a imagem para conservar a dor uma vez tida
Que mais tarde há-de não ser sentida
Pelo tudo se transformar no nada
A insignificância há-de ser desenterrada
Com o pensamento negativo
Denominado de não pensamento
Mas apenas de acto intuitivo
Envenenas o teu próprio sangue
Falando com o eco da tua voz
Dentro das tuas paredes erguidas
Que do inocente nada existente
Se virá destapar o tudo nada coerente
Convencendo as tuas mãos em agarrar o teu corpo
Hesitante perante o abandono que tanto preferes
Pois foi da tua sina sempre debilmente acreditar
Deixando as tuas dúvidas escapar.
Deixa-o voltar atrás...
E, aí, ficarás em paz.
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